quinta-feira, 4 de março de 2010

Para a garota que eu escolhi chamar de irmã.

  Era o inverno de 2004 quando eu a conheci. A garota que me daria um motivo pro meu coração continuar batendo e que mudaria a minha vida. A garota que me faria ver, meses mais tarde, que a primeira impressão nem sempre é a que fica. Clichê? Pode ser. Mas que relação verdadeira de amor é original? Sempre as mesmas notas, acordes, sensações.
 Ainda lembro (e guardo) a sensação da nossa primeira carta trocada. E eu, lutando interior e silenciosamente contra aquilo que teimava em crescer dentro de mim. Até que um dia ‘isso’ foi mais forte e dissemos o nosso primeiro ‘ Amo Você ‘. E não é como se nós precisássemos de palavras para traduzir tudo o que vivíamos, mesmo que rotineiramente. Mas ainda assim, falamos. Por um momento, por falar e pra em seguida afirmar, confirmar, selar.
 Eu, jeca; Você, bonita. Eu, monga; Você, esperta. Eu, depressiva; Você, alegria. Eu anti-social; Você, a garota que eu não queria ter pra mim, mas a primeira a me dar a mão, um abraço, um sorriso. Eu continuei só sendo eu [até hoje], enquanto você melhora a cada dia. E é tão bom ver e ouvir a senhorita. E muito me satisfaz saber que você também gostaria de estar por perto, quanto eu gostaria.
 Compartilhamos tantos bons e maus momentos. Tantos bilhetinhos. E lágrimas. Não há nada, nada daquela época, seguida a que nos conhecemos, que eu guarde com orgulho. E eu pagaria o preço que for pra esquecer que existi. Mas ainda assim, você não sumiria da minha vida. Por que você tem um pedaço generoso do meu coração e ainda está aqui. Por que você, minha cara amiguinha que tanto estimo, zelo e aprecio você é meu presente. E, se um dia você não me quisesse mais em sua vida (e esse dia não há de existir!), eu não teria forças para me manter em pé e meu coração se desfaria de tanta dor.
 Mon petit, amour, bel ami, mon précieux, my sweetie, amore mio (e todas essas palavras ditas por sua amiga troglodita poliglota só para lhe entreter), continue firme, por mim. Continue grande, por nós!

Amarei você até onde nos for permitido.


.Tia.

Não tão 'Enfim' assim..

 Há uns posts atrás, minha querida irmãzinha falou do tão difamado por nós Terceiro Ano. E o quanto de chatisse ele traz consigo. Chatisse e perturbações à parte, venho por meio desta garantir-lhes, jovens vestibulandos, que mais do que a responsabilidade de adolescente grandinho que você carrega durante o ano, a vida de um pseudo adulto é tão complicada quanto. Eu que o diga! Falo como a jovem traumatizada por ter que escolher a todo custo que carreira seguir, mesmo que nada me satisfaça na maravilha [not] da minha cidade, que sou. É, sou dramática também. Canceriana, ok?
 Meu Terceiro foi o meu melhor pior ano. Sem dúvida. E os fatos correm tão automática e intensamente. Nós vivemos cada dia como se fosse o último e blablabla. Foi no meu 3º ano que matei aula pela primeira vez. Matei aula pra brincar! Minhas amigas, fofas e eu, [pseudo]fofa. Tudo fofo. =P E também me apaixonei pelo meu professor de informática e tive uma paixonite por semana. E tive uma quase fuga alucinante, que quase matou minhas amigas. Tadinhas. Whatever... Ah, eu estudei também. Sim, as vezes eu fazia isso.
Até que eu me vi, pressionada por todos os lados e por todo o mundo. Jeez, eu tinha 17 anos(!) e ainda não sabia o que queria da vida. Eu até sabia, mas era sonhar alto demais. Quem, aos 17 anos e em sã consciência, quer se casar com um cantor de banda indie e morar em San Francisco, vivendo só de amor?? Sem dinheiro, sem emprego, sem diploma. Só amor. Bem, eu queria. Bem ², eu quero ainda. SÓOOO que tive de tomar um soco da realidade pra parar de ser uma aborrescente (O.D.E.I.O esse termo) besta e me tornar uma quase adulta aparentemente responsável e com a cabeça no lugar. Por que, meus caros, no mundo real dos seus (nossos) pais (pessoas que mandarão em vocês atéee vocês terem condições de sumirem daqui e portanto, a quem vocês devem explicações) aparência é tudo!
 Pois, cá estou eu, sendo errada, na faculdade errada, odiando o mundo! Cheguei na minha hora, sabe. Aquela em que a gente cansa, se entristece e imploraportudooqueémaissagrado pra voltar pra vidinha medíocre de estudante de ensino médio. #ensinomédionãoacabenunca. Brinks, eu não queria voltar pr'aquilo lá, nem morta, nem se me pagassem 1 milhão. Por que nem 1 milhão me faria reviver o meu passado fracassado (não que eu seja algo bom e de sucesso hoje). A não ser que eu mudasse de identidade. E isso não vai acontecer.
 Que beleza hein, escrevi isso pra tentar esclarecer, ME esclarecer, ME entender. E acabei por só ME confundir mais ainda. Mas é bem por aí, gactos, não se entristeçam, não agora, por que a vida de adolescente bacaninha (ou não, no meu caso) vai acabar, mas também não se empolguem por que a vida de universitário é uma festa. A nova vida traz consigo responsabilidade. E não!, você não está preparado pra isso. Os seus pais e coordenadores, mesmo depois de muita conversa e palestra, não lhe prepararam para isso. A vida é que vai lhe ensinar, na pele.
p.s.: desconsidere tudo isso, se você for alguém decidido, com um futuro brilhante traçado. Você vai sofrer, mas nem vai pedir pra morrer... OU se você for a Paris Hilton.
p.s. para Deus: Eu odeio o mundo, mas não odeio o Senhor. Eu odeio o mundo, mas nunca roubei, nunca matei e nunca baixei uma música sequer do Cine ou do Restart. Poxa, acho que já tá na hora do Senhor me surpreender hein :) E ó, é surpresa boa, porque eu já tou muito acostumada com tragédia. Tipo, aquele britânico, que é músico e britânico e lindo e


.Tia.