Era o inverno de 2004 quando eu a conheci. A garota que me daria um motivo pro meu coração continuar batendo e que mudaria a minha vida. A garota que me faria ver, meses mais tarde, que a primeira impressão nem sempre é a que fica. Clichê? Pode ser. Mas que relação verdadeira de amor é original? Sempre as mesmas notas, acordes, sensações.
Ainda lembro (e guardo) a sensação da nossa primeira carta trocada. E eu, lutando interior e silenciosamente contra aquilo que teimava em crescer dentro de mim. Até que um dia ‘isso’ foi mais forte e dissemos o nosso primeiro ‘ Amo Você ‘. E não é como se nós precisássemos de palavras para traduzir tudo o que vivíamos, mesmo que rotineiramente. Mas ainda assim, falamos. Por um momento, por falar e pra em seguida afirmar, confirmar, selar.
Eu, jeca; Você, bonita. Eu, monga; Você, esperta. Eu, depressiva; Você, alegria. Eu anti-social; Você, a garota que eu não queria ter pra mim, mas a primeira a me dar a mão, um abraço, um sorriso. Eu continuei só sendo eu [até hoje], enquanto você melhora a cada dia. E é tão bom ver e ouvir a senhorita. E muito me satisfaz saber que você também gostaria de estar por perto, quanto eu gostaria.
Compartilhamos tantos bons e maus momentos. Tantos bilhetinhos. E lágrimas. Não há nada, nada daquela época, seguida a que nos conhecemos, que eu guarde com orgulho. E eu pagaria o preço que for pra esquecer que existi. Mas ainda assim, você não sumiria da minha vida. Por que você tem um pedaço generoso do meu coração e ainda está aqui. Por que você, minha cara amiguinha que tanto estimo, zelo e aprecio você é meu presente. E, se um dia você não me quisesse mais em sua vida (e esse dia não há de existir!), eu não teria forças para me manter em pé e meu coração se desfaria de tanta dor.
Mon petit, amour, bel ami, mon précieux, my sweetie, amore mio (e todas essas palavras ditas por sua amiga troglodita poliglota só para lhe entreter), continue firme, por mim. Continue grande, por nós!
Amarei você até onde nos for permitido.
.Tia.

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